Este restaurante moderno de cozinha malgaxe fica no caminho do Palácio da Rainha, então pode ser visitado de forma estratégica, combinando passeio com almoço.
A área interna com as luzes desligadas não estava convidativa, a área externa de qualquer forma seria a escolha, por conta da iluminação que favorece bastante as fotos, contudo é bom salientar que havia muitas moscas.
O manara-molotra é um confit de cortes de zebu como tripa, rabo, língua e corte da costela, eu não sei ao certo se é baseado em algum prato tradicional, mas a textura das proteinas estavam muito macias, devido a técnica de cocção e um sabor excelente. Vou citar aqui os acompanhamentos, que foram iguais em todos pratos provados. Uma combinação de arroz branco com vermelho, como de costume o arroz malgaxe, pessoalmente pede algum elemento líquido como feijão ou molho, o caldo que acompanha os pratos parece mais um fundo do que um consomê, talvez eu tenha cometido equívoco nos meus comentários em postagens anteriores, pois não há proteina animal na composição, e por fim um interessante picles de manga que trás acidez ao prato.
Nota: 10/10
O varanga haka fy é outro prato de carne de zebu, acho que poderia dizer ser uma versão moderna do prato provado no Tokotelo, a carne cozida estava macia e saborosa, que vem coberta com carne desfiada e frita por imersão, acredito que para dar um contraste de textura, o macio e o firme, e também a questão estética.
Nota: 9,5/10
E por fim o prato malgaxe que mais tinha curiosidade de provar, o ravitoto sy henakisoa, um curioso prato que é primo distante da maniçoba paraense. Sei que existem outros paises africanos onde há versões da maniçoba mas em Madagascar o prato tem uma popularidade bem grande. A semelhança não é somente no uso das folhas de mandioca, mas também a combinação com carne suína. O gosto é muito semelhante, o que posso falar é que imaginem uma maniçoba de primeira que você pode comer no Pará, essa foi a minha impressão ao comer a versão do Haka.
Nota: 10/10
A sobremesa pedida foi a mamin'i gasikara, que tenta trazer à mesa uma compilação de algumas sobremesas típicas do país, condensadas em uma travessa, confesso que não gostei de nenhuma, acredito que sobremesa não é o ponto forte do restaurante, fica até sem nota.
Primeiramente preciso agradecer ao apoio estomacal do meu guia Rouget, que ajudou a consumir todos estes pratos, este é um daqueles restaurantes que se você tiver uma oportunidade de provar a cozinha local, eu posso recomendar certamente. O valor dos pratos é um tanto fora da curva para o padrão local, mas acessível para um turista brasileiro, em uma média de 42 reais por prato, um restaurante de cozinha brasileira moderna, top de linha em São Paulo, pagamos em torno de 100 a 120 em um prato, para vocês terem uma noção da diferença.












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