Aproveitei a ida para Madagascar para visitar algum outro da região oeste africano, e foi conveniente escolher a capital do Quênia, voo direto, inclusive embarcando com a cia aérea do país. Lembrando que o Uber é bem aceito na capital, e nas vezes que usei o serviço foi bem tranquilo.
Ao desembarcar, rumo a imigração, foi um choque ver que somente eu e mais um passageiro iria desembarcar em Nairobi, todo restante dos passageiros iriam embarcar em outros voos. O visto aliás para entrar no país pode e deve ser pedido antes, de forma online, não há como emitir visto no desembarque. Ao chegar na imigração haviam mais agentes do que passageiros, e foi muito estranho ver somente minha mala rodando na esteira, o país é mais visitado do que Madagascar, mas acredito que se estivesse em um voo vindo direto da Europa por exemplo, teria muito mais passageiros desembarcando na capital queniana.
Nairobi é uma tipica cidade grande com carência de infraestrutura, tem transito caótico, não vi um semáforo funcionando, então para atravessar avenidas, sempre devemos ter o dobro de atenção. Outra grande surpresa que tive foi o clima, eu como muitos de vocês, vemos o continente africano como um local quente, e Nairobi possui latitude muito similar a de Belém, capital paraense, pois bem, me surpeendeu ver um clima menos quente do que esperava, chegando a fazer frio de noite. E foi quando percebi que a cidade fica a quase 1800 metros de altitude, mais alta do que qualquer capital brasileira, então imagino que o clima na cidade possa ser mais parecida com Quito do que de Belém.
Quanto a hospedagem, havia lido algumas criticas não muito boas na questão de higiene na região central, chamada de CDB (central business district), ficar hospedado na região seria de grande conveniência, pois é de fácil acesso a pontos de interesse turistico e também de muitos restaurantes que gostaria de visitar no periodo do jantar, sim, minha estratégia de ter atenção no horário do jantar, não ir para locais muito longe do hotel, mais por questão de segurança. Então pela primeira vez fiquei hospedado em um hotel 5 estrelas, o Sarova Stanley, mas também porque as diárias do hotel são equivalentes a de hotéis 3 a 4 estrelas, em outros países. E não me arrependi, segurança, comodidades e uma equipe muito atenciosa, proporcionaram dias muito tranquilos em Nairobi.
Andar pela região central durante o dia foi tranquilo, ali você poderá visitar alguns pontos turisticos da cidade como a Catedral da Sagrada Família, o Mercado Maasai, City Market e outros pontos para tirar fotos e fazer compras. A região é um polo comercial, então há ruas muito movimentadas durante o dia. No periodo noturno, visitei restaurantes na região, e a caminhada de ida e volta foi tranquila, somente há de se ter atenção ao atravessas as largas avenidas que circumdam a região, novamente, não havia semáforos funcionando.
Para os que querem fazer safari, vi algumas agências na região, e quanto ao cambio, eu só troquei dinheiro no aeroporto, depois fui escoltado por um segurança do hotel até um caixa eletrônico para sacar dinheiro, que acaba sendo necessário para pagar uma compra ou outra nos mercados e restaurantes populares.
Quanto a cozinha, primeiramente é interessante saber sobre a cultura Swahili, originada no litoral do oriente africano, em um passado de trocas comerciais com o oriente médio e India. Então é um povo que compreende o Quênia, Tanzânia (incluindo Zanzibar) até o norte de Moçambique. Com língua própia, religão mulçumana e também uma cozinha com influência árabe e indiana (especiarias). Então em Nairobi temos um caldeirão cultural do país, onde podemos encontrar pratos do interior do país, muito forte no consumo de ugali, que é uma massa feita de farinha de milho branca, cozida em água, e da cozinha swahili, baseada em arroz, especiarias e cordeiro, e também o chapati, pão achatado de influência indiana.
O Quênia tem sua varição de gado, o Boran, zebuíno, e também há alguns arrozes, como o mewa pishari, variante do basmati, e também o popular sindano e mais recentemente o komboka, grão longo. O que acho fascinante em ter visitado Antananarivo e agora Nairobi é o fato de temos um fator terroir muito grande, quando visitamos um restaurante em países desenvolvidos, temos uma grande chance de estar consumindo carne ou soja brasileira, países menos desenvolvidos, tendem a importar menos comodities, então estaremos consumindo praticamente em sua totalidade vegetais e carnes nacionais.
O blog então tem o prazer de poder conversar um pouco com os leitores, através das postagens, um pouco da cozinha queniana nas próximas semanas.










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